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sexta-feira, 27 de junho de 2008

bolinhas de sabão...

Hoje foste passear a Avintes! Cada vez mais os passeios com a escola são frequentes, e até já te começo a chamar "vadio"... Ora vais de comboio, como preferes, oara vais de autocarro, e acredita, somos parecidos no pouco amor a autocarros. Ias com medo de trocar o pão da manhã com o pão da tarde, mas relaxaste quando a mãe te disse que não havia problema se os trocasses!
A mãe diz que somos iguais na chegada a casa, não dizemos o que vimos nem onde fomos, sorrimos quando nos perguntam o que mais gostámos e quanto ao que vimos, a resposta é igual: 'tanta coisa!'...

Desta vez viste coelhos, não viste cães, nem gatos, nem tigres, mas havia vacas e não havia animais selvagens. Aposto que foi um dia em cheio com os teus amigalhaços não? O Lourenço, o Gonçalo, o Nuno e a tua educadora loira de caracóis, a Teresa que tu tanto adoras!!

As bolinhas de sabão vão ficar para outro dia, talvez na praia outra vez! :)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Morre lentamente...



"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os pontos sobre os ‘is’ em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorteou da chuva que cai incessante. Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de Felicidade."(Pablo Neruda)

domingo, 15 de junho de 2008

Hoje estou PASSADA!

Fiz uma entorse no pé esquerdo,
tenho duas verrugas que me doem,
não me lembro de tomar as ampolas de magnésio e fazer os tratamentos dos pés,
ando com a mania da perseguição,
acabei as aulas,
tenho ensaios todos os dias,
tenho dores nas costas e nos gémeos (o resto já nem sinto!),
tenho conversa entalada e adiada para umas boas horas,
estou, estranhamente, irritadiça e irritante,
atraio discussões,
estou rouca e custa-me cantar,
sinto-me pressionada e stressada,
que é como quem diz:
PASSADA!! (ler com tom chique, como imita o P.Rui!)

terça-feira, 10 de junho de 2008

msg's de fim de dia...

"Ju, prometo não adormecer e estar em tua casa às 10h! Ah, tenho relatório de matemática e tenho de ir à farmácia buscar os pensos para os pés. Beijinho de boa noite!"

"Precisamos de falar! Sabes o meu horário, vê o teu, sim? Liga me amanhã para eu me orientar! Beijinho e até amanhã. Espero que o teu olho esteja melhor.."

"Só para dizer que gosto muito de ti! Vai dando notícias. Está tudo bem contigo? Beijinho grande da bailarina!"


domingo, 8 de junho de 2008

portuguesa cansada

Confesso que já cansa tanto mediatismo à volta do Euro 2008 e da Selecção Nacional! A televisão mantém-se desligada porque farta de reportagens a mostrar a casa do Simão Sabrosa e Directos de Neuchâtel estou eu!! Já diz o Cristiano Ronaldo que "somos potenciais vencedores do Europeu!", que não é grande novidade e até o treinador da Turquia, Fatih Terim, já afirmou que "Portugal tem uma das melhores equipas do Euro!". Não será também a estrondosa atleta, Vanessa Fernandes, uma potencial vencedora de uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em Pequim? Não será ela digna de igual atenção?

Gosto do espírito patriota e gosto do ambiente que estes jogos trazem, mas o que é demais enjoa, e já não posso ver repostagens sobre o que comem e bebem os jogadores da Selecção! Interessa me que joguem e se esforcem por dar o melhor, não é preciso pressioná-los tanto, um bocadinho de confiança não faz mal a ninguém, ainda que o João Moutinho diga que "Nós (jogadores) sabemos lidar com a pressão!"...


terça-feira, 3 de junho de 2008

RiR

O destino foi Lisboa, na companhia dos amigos, instalados na carruagem 5 do Alfa Pendular e a aproveitar as duas horas de viagem para descansar a cabeça, ainda concentrada nas estruturas moleculares e na nomenclatura de alcanos da química e da física do exame!!
Tenho de confessar que adoro Lisboa, o espírito citadino de quem apanha comboios, táxis, metros e eléctricos para ir de St.Apolónia até ao Largo das Portas do Sol, do Chiado para a Alameda, da Alameda para a Bela Vista. É depois de almoço que começa o caminho por entre encontrões e ombros de gente apressada, metros entupidos e ruas cheias do entusiasmo da gente que tenta chegar à Bela Vista depressa, gente de bilhete na mão e espírito musical!!

Entrámos no parque da Bela Vista a RiR, e assim se seguiu a tarde e a noite de Rock in Rio, de Paulo Gonzo que se esperava mais 'zonzo' e que abriu o dia 1 da edição Rock in Rio Lisboa 2008 com boa música portuguesa e conhecida; noite de Ivete Sangalo sempre "a tirar o pé do chão!", num espectáculo cheio de energia inesgotável e música ao melhor estilo brasileiro; noite de Amy Winehouse no seu pior, de ressaca e afónica, muito magra e debilitada, "com corpo mas sem alma", a rapariga de 24 anos da voz soul única e incomparável num concerto marcado pela angústia de ver um ser humano sofrer tanto; para fechar em grande, a noite foi de Lenny Kravitz no seu melhor, um concerto de muito boa música, de muito boa voz, de bom espectáculo, de bons instrumentos, de versatilidade, de Lenny Kravitz a honrar o trabalho de centenas de pessoas coordenadas pelo admirável Roberto Medina e a filha, Roberta!

Uma noite de bom ambiente que acabou com uma caminhada, já de madrugada, do Cais do Sodré até ao Largo das Portas do Sol, número 86, com conversa e calinadas típicas de quem tem sono e precisa de descansar (ex: confusão entre um telemóvel que estava na secretária com um telemóvel que estava no secretarido)..

O sábado surge numa manhã estranhamente tardia, e quando a Sé anuncia as 11 horas chega a certeza de que é hora de levantar e ainda de pijama, a janela convida a uns minutos de rio Tejo e espírito bairrista, uns minutos na janela a contemplar as pessoas que começam o dia num pequeno almoço à beira-rio, os turistas que se maravilham com o privilégio de estar num dos bairros mais bonitos de Lisboa.. A tarde passa-se por Belém e Chiado, Terreiro do Paço e Avenida 24 de Julho!!
O regresso faz-se com os olhos a latejar e os pés a pedir cama.


O dia da Criança foi um dia feliz: uma manhã de Coro dos Pequeninos e veja-se bem, pus as meninas a dançar a valsa e foi uma risota pegada, fi las cantar e cantar e cantar sempre no espírito de diversão e alegria que quero que o Meu Coro tenha! Vou vendo que me orgulho do coro que me construiu e que eu agora ajudo a construir, tenho orgulho na 'minha equipa', que não é mais do que o meu grupo de amigos, ver-nos e vê-los crescer é a certeza de que a responsabilidade de dirigir um coro de meninos pequeninos com a minha pouca idade vale a pena e é um privilégio, afinal estamos todos a pôr os nossos talentos a render, estamos a fazer felizes os nossos meninos, e nós continuamos unidos e felizes!! :)

Fins de semana de fernesim e acção, de sorrisos e gargalhadas, de novas experiências e novas vi(r)agens, fins de semana únicos e especiais, como sempre o são!



quarta-feira, 28 de maio de 2008

Inocentemente...

"Disse-lhe, num tom maroto e de forma a parecer verdade, que já nada nele me apaixonava, que já não me batia o coração como se fosse sair pela boca quando ele se aproximava, que o olhar dele já não me fazia levantar da cama e que o seu sorriso já não me bastava! Disse-lhe, ainda, em tom de parecer verdade, que já não sorria para o cativar, já não me embevecia com os olhares trocados, já não me magoavam as palavras duras que a falta de maturidade deixava escapar, às vezes... Disse-lhe ainda que a minha vida já era, outra vez, uma vida, que até tinha dado a volta por cima, que já não vivia os dias em função das memórias do tempo do amor que se fazia em olhares sorridentes, do amor que me apaixonou, amor esse que me fez acreditar que há pessoas que foram feitas uma para a outra!! Disse-lhe que o nosso amor me faz(ia) feliz e que me alimenta(va) o brilho nos olhos de uma forma tão genuína, disse-lhe, da forma mais resumida e desesperada que encontrei na altura, que era feliz sem ele. Foi então que, por momentos, abandonei a personagem que tentava manter e caí em mim, senti a barriga virar-se ao contrário e o sol esconder-se por entre as nuvens, senti o desespero da mentira conjugada com a vontade imensa de lhe dizer que não era assim, que as minhas pernas tremiam quando estava com ele, que o sorriso dele me bastava e que o coração ainda batia imenso, de forma tão assustadora, quando ele se aproximava... Queria conseguir dizer-lhe que há em mim um amor que cresceu, um amor novo, mais compreensivo e menos impulsivo, queria tanto dizer-lhe que ainda penso nele quando me deito e que há sonhos que ele inunda sem saber, sonhos que me fazem acordar e sorrir, na ilusão da minha forma sonhadora de viver!!
Olhá-lo nos olhos e senti-lo vivo ainda me vai bastando, é como se fosse a minha raiz que me alimenta e me mantém de pé!"

quarta-feira, 21 de maio de 2008

surge o LUAR...


Disse-me a noite, ao cair, que não tivesse medo, e pedaços de estrelas cintilantes fizeram soar o grito silencioso de um final de dia que pesa nos ombros!

Sou extremamente citadina, cresci na minha cidade, adormeci muitas vezes ao embalo do barulho e nunca estranhei as ruas movimentadas e o aroma a stress que se respira tantas vezes.. Talvez por isso necessite tanto do meu silêncio e tenha dias em que anseio o cair da NOITE, para que chegue, já madrugada dentro, o meu momento de palavras silenciadas pelo escuro do sol que se esconde. E rezo para que não nasça, peço a Deus que me deixe amar a noite mais um bocadinho para depois poder senti-la perder-se nas minhas mãos, e tranquilamente, vê-la desaparecer, na sua inocência. E nasce o Sol! Espreita delicadamente e resplandece no brilho que só ele tem, na luz que só ele oferece ao dia, nos raios que já vão deixando passar um pouco de radiação, e eis que, da forma mais natural possível, surge o DIA, que novamente vai lembrando o cansaço, os testes e exames, os ensaios e as aulas, as diversas coisas que vão preenchendo o tempo que antecede a noite, e com a noite as lágrimas,e depois delas, a paz!


segunda-feira, 19 de maio de 2008

é em biquinhos de pés que...

eu sou uma bailarina.
tenho os pés marcados e calejados da carne que já avistei e do sangue que se foi mostrando, ando com os pés para fora e com as pernas abertas, tenho dores nas costas da postura de bailarina a que já me habituei, sei vestir uma personagem e levá-la a palco como a bruxa da Bela Aformecida, a espanhola da Paquita, o gato do Quebra-Nozes. Já dei aulas de ballet, já ouvi um envergonhado "danças muito bem" e, acima de tudo, já pisei muitos e variados palcos, já trabalhei com várias equipas técnicas, já enfrentei públicos diferentes, já me vesti em camarins de estrela, e de cada vez que estou prestes a subir ao palco, penso que, apesar de me tremerem tanto as pernas, eu sou feliz ali, vou sonhando e tocando o céu da minha dança, e é igual à nossa vida, ao nosso frenético dia-a-dia em que grandes momentos são antecedidos de pernas bambas, de roer as unhas até fazer sangue, de olhares e sorrisos de incentivo, e depois é tudo espantosamente mágico, os vultos da regie, as luzes que fazem o corpo suar, o público concentrado e curioso, a cortina que abre após a contagem decrescente do técnico de palco, e quando começa a música o coração vai acompanhando com o seu ritmo permanente e os braços acompanham a melodia suave das notas conjugadas numa harmonia sem fim, e por momentos estou num campo verde onde dou vida à dança do tempo, o meu tempo, que acaba numa vénia ao som das palmas batidas mesmo ao pé do coração e é um sonho, o meu sonho de pequena bailarina vestida com o tutu ( 'eueu' para os amigos!) e com as minhas pontas que me fazem dançar em biquinhos de pés, tal como nos livros de princesas sonhadoras...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

olho para trás

"eu tentei, mas fugiu de mim

sabia que o escuro não era tão grande assim

e com o tempo acordei

e agora é que olho para trás

vejo que errei

vejo que o sol que me deste

um dia perdeu-se por trás das nuvens do céu

vejo que o sol que me deste

desapareceu



com tudo escuro não consigo acordar

ajuda divina estou aqui a suplicar

envia-me o que não vi

e perdoa-me.

mas eu quero gritar:

sou mais do que um ser

sou vida, sou os tempos

que passam desde que destruí

e agora, tão só, te peço:

Perdoa-me pois não resisti!



(...)



e se este chão onde apoias os pés

um dia ruir

não tens pra onde fugir

onde quer que vás eu irei

mas nem sempre te salvarei



sentes que sozinho não consegues lutar muito mais"



Parabéns João Nuno, como sempre!

Escolíadas 2008, Escola Jaime Magalhães Lima, Esgueira


há músicas assim que nos roubam palavras de gargantas secas e que nos fazem tremer as pernas e ficar arrepiados, há músicas assim que nos completam e acompanham, há músicas assim cheias de alma e de sons bonitos, há músicas assim que nos deixam frágeis, que nos devolvem a inocência e nos sugam a capacidade de discernimento que ainda nos resta no meio disto tudo...